O primeiro mundo pode ser aqui!

Numa área acidentada da cidade de São Paulo,entre a USP,Parque Vila Lobos e Parque Continental (divisa com Osasco), está localizado o Continental Shopping.Estabelecimento,diferenciado,com políticas inovadoras para melhorar a vida de seu consumidor.Entre as principais inovações está um bicicletário.





Não estamos falando de mais um simples bicicletário, e sim de um com moldes diferenciados, pois os ciclistas são bem recebidos, com um estacionamento seguro e confortável para seus veículos.

Com entrada pela rua Eva Terpins.Quem visita o estabelecimento de bicicleta é orientado a desmontar e dirigir-se ao bicicletário, que fica numa área nobre e coberta do estacionamento.

A recepcionista do local colhe os dados pessoais de cada ciclista, preenchendo um cadastro informatizado. O ciclista recebe uma chave, que tem o número da baia correspondente e algumas orientações quanto a acessórios e afins (pois o estacionamento não pode se responsabilizar por bolsas, capacetes, bombas de ar, caramanholas e outros objetos deixados no local).



No momento da retirada, a recepcionista solicita os dados para confirmação e recolhe o cartão, acompanhando o ciclista até que ele retire sua magrela (isto confirma a preocupação e o zelo do Shopping com o ciclista e seu veículo).


Segundo alguns relatos, o estacionamento começou com aproximadamente dez (10) vagas (equivalente a uma vaga de automóvel), mas mostrou-se tão vantajoso, que optaram por retirar seis (06) vagas de autos para disponibilizar hoje quarenta e sete (47) vagas para bicicletas, e com perspectiva de ampliação em virtude de seu grande uso diário.







E como em muitos estacionamentos pagos para carros (existe até um circuito de câmeras filmando o local). A única ressalva é que pessoas que trabalham nas proximidades ainda não podem contar com esse benefício, justo de certa forma, já que devemos pensar nos custos operacionais.


Um serviço de primeiro mundo, com segurança, criatividade, competência, o Continental Shopping, saiu na frente oferecendo um serviço de qualidade. Colaborando com um meio de transporte limpo, a bicicleta. Muitas vezes nós ciclistas deixamos de ir a esses locais por não termos onde deixar nossas bicicletas com segurança.


Bom, você está achando que esse serviço de primeiro mundo, deve custar pelo menos uma dezena de reais, não esta?!? Ledo engano, o Continental oferece esse serviço gratuítamente,acreditem e estamos no Brasil.


Quem puder conferir, visite o local, diga ao shopping (através dos canais de atendimento), o que achou do serviço prestado.




***texto e fotos de Alexandre Afonso,ciclista paulista e nosso contato.



( )...Temos que nos organizar,para que este serviço chegue também ao comercio de Porto Alegre,esta tramitando na Câmara de Vereadores,um projeto de lei para 'obrigar' que todo estabelecimento que tenha estacionamento reserve um espaço para um bicicletário.Informe-se.

Ciclista todo errado


Quem já foi parado por um policial porque estava pedalando na contra mao?Entao,aqui na Alemanha,andar de bicicleta em lugares proibidos,sem capacete ou na contra-mao é multa.Eu nunca fui parado e até hoje nao tinha visto uma pessoa sendo parada e nem multada.
Entao,hoje eu vi e claro que registrei,no caso desse ciclista,ele estava pedalando em lugar proibido e ainda na contra-mao.

Foto e texto : Paulo Henrique Pepe / Fotojornalista / Alemanha



Paulo Henrique Pepe
Göttingen - Alemanha
Fotojournalist


( )....um bom exemplo de que no Brasil realmente o ciclista não é considerado parte do trânsito.Ou alguém aqui já viu um ciclista sendo multado por estar pedalando em lugar proibido?Ao contrario doque a grande imprensa afirma,a multa não é uma forma de arrecadação apenas,até porque se você for multado,é porque cometeu uma infração.

CAMPANHA.



Ver o olhar iluminado do sr José Airton Silva,47 anos,segurança,com seu primeiro capacete na mão foi emocionante.
"São mais de vinte anos,pedalando nas ruas de Porto Alegre,indo e vindo todos os dias para o meu trabalho.Sempre quis ter um... apontando para o capacete ...mas ganho muito pouco e não sobrava para comprar ."conta seu Zé,como é chamado pelos colegas.
Apesar de não ter nenhum equipamento de segurança,seu Zé conhece normas de trânsito; ...."pedalo sempre no fluxo dos carros , sempre paro no sinal vermelho e cuido da manuntenção básica do meu veículo".
Também nos relatou que na vila onde mora(zona norte de Poa),os vizinhos ficaram admirados com o capacete;"lá tem muita gente que usa a bicicleta,mas ninguém tem capacete."afirma orgulhoso.
Entregamos o Guia doCiclista Moviman,seu José guardou cuidadosamente dizendo que ia 'estudar' em casa.
A doação do capacete,um ato simples, que vem ao encontro dessa nova fase da bicicletada,primeiro nós os ciclistas,depois o motorista.


*a campanha doe seu capacete usado continua
contatos ninki_1@yahoo.com.br


**conversar com esse ciclista,me deu a certeza que estamos no caminho certo,pode até ser o mais arduo,mas sem sombra duvidas é o mais importante.



foto Grace Gandolfi

Polêmica.


Projetada para receber ciclistas aos domingos e feriados das 8 às 20 horas, a ciclofaixa Caminho dos Parques vêm sendo motivo de polêmica. Ciclistas protestam contra o desrespeito dos motoristas ao estacionarem seus veículos ou mesmo trafegarem pela via demarcada.
Quando solicitada, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) aciona fiscais, que nem sempre comparecem – “não temos efetivo, há ocorrências de acidentes e jogos de futebol nos finais de semana, isso nos impossibilita de fiscalizar com mais freqüência” – afirma o fiscal Carlos (viatura 04).
A lei é clara: nos horários e dias estabelecidos, na área demarcada (com sinalização bastante prejudicada, diga-se de passagem) veículos não podem estacionar nem trafegar, deixando o espaço livre para ciclistas. Porém, além dos motoristas mal-educados, os usuários do Caminho dos Parques ainda podem contar com obstáculos autorizados pela prefeitura, como pode-se ver na foto. Uma carreta do Sesc foi instalada sobre o trecho que passa pelo parque da Redenção, no último domingo, impossibilitando a passagem dos ciclistas.
O que fazer? Chamar a EPTC? Não, o evento é autorizado... E mesmo que não fosse, não haveria efetivo suficiente.
Os usuários do Caminho dos Parques pedem socorro, sem nem saber a quem, pois à partir do momento em que a prefeitura autoriza eventos mal-planejados, só Deus sabe o que será dos próximos domingos e feriados.


Renê Müller(texto e foto)

Renê, é ciclista e estudante de jornalismo/PUCRS